As bibliotecas em contexto académico têm que se assumir parceiras pró-activas na aprendizagem dos alunos e no trabalho do docente - ousar fazer +.
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Pedro Principe
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quarta-feira, novembro 05, 2008
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Etiquetas: aprendizagem, biblioteca do ensino superior, biblioteca isca-ua, e-learning, ensino superior, intangível, universidade de aveiro
É urgente criar “massa crítica” neste domínio no seio dos profissionais de informação e documentação em Portugal… há muito por fazer!
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Pedro Principe
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terça-feira, agosto 12, 2008
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Etiquetas: bad norte, biblioteca, e-learning, formação, literacia de informação
Uma entrada sobre e-learning e bibliotecas universitárias já se justifica há algum tempo. Primeiro, porque é um projecto pessoal que já tem uns anitos aqui a magicar na cabecinha do rato de biblioteca, segundo, porque se vão encontrando na web projectos interessantes nesta área temática que valerá a pena divugar (em próximos posts), e por último, porque esta minha visão pessoal saiu reforçada na formação tida na Universidade do Porto (a 24 de Outubro de 2007) sobre as “bibliotecas do ensino superior e o processo de Bolonha”.
Mas vamos por partes...
1) um projecto que faça a biblioteca marcar presença nos sistemas e-learning das universidades deve ser enquadrado em duas dimensões:
1ª dimensão – integração na oferta formativa das instituições
Conceptualiza-se na integração dos serviços de informação bibliográfica e de referência da biblioteca na plataforma de e-learning da universidade. Concretiza-se com a disponibilização de informação bibliográfica (recursos de informação) contextualizada em cada disciplina ou curso.
2ª dimensão – oferta formativa própria
As bibliotecas têm já hoje um papel na formação, mas devem reforça-lo e alarga-lo, participando na formação da comunidade académica, com a disponibilização de conteúdos de ensino à distância e módulos de formação e-learning. Estes módulos de formação, conceptualizam-se como serviço aos alunos e docentes na melhoria das suas qualificações de estudo, investigação, pesquisa bibliográfica, enfim, de literacia da informação, e concretizam-se com programas de formação simples e versáteis, disponibilizados em ambiente web, na mesma plataforma usada pelas diferentes disciplinas.
2) A integração da biblioteca nos sistemas de e-learning das instituições de ensino superior requer um trabalho em rede com as unidades de ensino e-learning, com os docentes das disciplinas e coordenadores dos cursos e com os responsáveis pelo apoio ou desenvolvimento das tecnologias de informação.
3) A dimensão de integração na oferta formativa das instituições deve ter como objectivo proporcionar os conteúdos e recursos de informação para a realização com sucesso das disciplinas e cursos. Devem disponibilizar-se recursos a diferentes níveis: recursos básicos da disciplina, recursos para trabalho prático, recursos para aprofundar o estudo, recursos integrados na profissão e recursos de abordagem global à área de saber dos cursos.
4) A Biblioteca deve disponibilizar um espaço na plataforma de e-learning com dois objectivos: complementar as sessões que faz presencialmente e desenvolver módulos de formação, ou pequenos cursos em ambiente e-learning, e deste modo simplifica os processos de aprendizagem de alunos e docentes, e alarga a área de intervenção da biblioteca (biblioteca “fora de horas” e “sem muros”). A ideia de pequenos cursos e-learning concebidos pelos serviços da biblioteca visa sobretudo facilitar a aprendizagem das ferramentas que a biblioteca disponibiliza, desenvolver nos alunos competências de trabalho e literacia, e apoiar os docentes na utilização de ferramentas que sejam facilitadores dos processos de investigação e actualização profissional.
Por último, que este post já vai longo, dizer da minha experiência pessoal nesta área. A biblioteca do ISCA-UA disponibilizou à pouco mais de 1 mês um espaço na plataforma de e-learning da Universidade de Aveiro, funcionando como “espaço de conteúdos que visa apoiar todos os utilizadores que beneficiam das sessões de formação e workshops promovidos pelos serviços da biblioteca”. Para já, tem apenas como utilizadores os alunos de mestrado e os docentes, e os conteúdos, que decorrem de duas sessões presenciais realizadas, são a disponibilização dos materiais usados nas sessões e outros de funcionam como complemento a essas sessões ou aprofundamento (continuar o trabalho iniciado nessas sessões), e devo dizer que me surpreendeu o grau de utilização elevadíssimo dos recursos disponibilizados.
Fico com a sensação de que, e por comparação com a utilização da página web ou do blog, a ideia de personalização da informação, adaptada aos diferentes tipos de utilizadores da plataforma, gera uma proximidade maior entre a biblioteca e o aluno e este, simultaneamente, atribui maior credibilidade à informação que a biblioteca produz.
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Pedro Principe
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quinta-feira, janeiro 10, 2008
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Etiquetas: biblioteca isca-ua, e-learning, universidade de aveiro