quarta-feira, novembro 19, 2008

Bibliotecas + transparentes!

Michael Casey & Michael Stephens continuam a sua saga pela biblioteca transparente!
Já aqui falei de "Bibliotecas + transparentes e + próximas!" a propósito do projecto The Transparent Library.
Eles voltam à carga com um apontamento excelente, porque simples, directo e desempoeirado, no Library Journal - "The Transparent Library: Six Signposts on the Way".
E os 6 tópicos são:
«Give everyone an avenue to talk» - criar avenidas de comunicação com os stakeholders das bibliotecas, que funcionem como pontos de escuta on-line! Muito a partir da web social, aproximando a biblioteca dos seus públicos e implicando-os.
«Play nice and be constructive» - fazer ouvir a voz das bibliotecas de modo construtivo, positivo, sem choramingas do tipo "eles (administração, vereação, conselho directivo, executivo, direcção, etc., etc... não entendem a importância da biblioteca, não nos dão orçamento... Ideias bem apresentadas, fundamentadas, que provem ser boas ideias, mais tarde ou mais cedo vingam!
«Grow and develop your support community» - tornar os ausentes da biblioteca em participantes! Encontrar modos de escutar a voz dos não-utilizadores e mostrar que eles também contam.
«Be willing to accept anonymity» - não é fácil dar atenção à opinião que vem do anónimo, mas por exemplo em contexto organizacional, não é de rejeitar a ideia de ouvir o staff, os colaboradores e operadores experimentando o anonimato, podem passar a ouvir-se os que normalmente não falam.
«Tell the truth» - pois é! Mentira, mentira - muito se mente neste país e nas organizações. Têm medo de quê!? Da incompetência pois claro. Mas a verdade liberta e torna-nos melhores - pessoas e profissionais, e leva a melhor serviço. Ser transparente, genuíno e verdadeiro transmite confiança no serviço que se presta.
«Focus on user-driven policy, not driving users away» - a velha história das necessidades dos utilizadores. De saber ouvir as verdadeiras necessidades dos utilizadores, e não nortear a nossa acção por aquilo que pensamos (só pensamos: sem escutar, estudar, analisar a realidade) serem as necessidades dos outros.

A transparência obriga a trabalhar mais!

Gostei destas 6 sugestões! Comentei, aguardo também comentários!

1 comentário:

Marcia Feijão disse...

Concordo com o tópico Play nice and constructive: o bibliotecário deve ser dinâmico e não basear seu trabalho no que "eles" irão oferecer.
Um abraço,