quinta-feira, maio 31, 2007

redes sociais...

As redes sociais de que falamos em contextos web nunca terão verdadeiramente significado social enquanto persistirem realidades de exclusão mesmo ao nosso lado... e o nosso olhar de privilegiados não pode nunca ignorar que «(...) a pobreza constitui uma grave negação dos direitos humanos fundamentais e das condições necessárias ao exercício da cidadania, situação (...) eticamente condenável, politicamente inaceitável e cientificamente injustificável.»
«Há cerca de vinte anos que existem no País programas mais ou menos compreensivos de luta contra a pobreza (...) Ocorre, no entanto, perguntar a razão por que, não obstante esse esforço rodeado de grandes expectativas, persistem situações como as seguintes:• a taxa de pobreza no País tem-se mantido quase constante, à volta dos 20%, taxa que corresponde a cerca de 2 milhões de portugueses;• durante o período de 1995-2000, passaram pela pobreza (em pelo menos um ano) 47% das famílias portuguesas, dentre as quais 72% foram pobres durante 2 ou mais anos;• 40% dos representantes desses agregados familiares eram pessoas empregadas por conta d’outrem ou por conta própria e a percentagem de reformados era superior a 30%;• é anormalmente elevada, no contexto europeu, a transmissão geracional da pobreza.» (
Texto final da Conferência «POR UM DESENVOLVIMENTO GLOBAL E SOLIDÁRIO – UM COMPROMISSO DE CIDADANIA»)

3 comentários:

MCA disse...

Obrigada, Pedro, pela tua visita ao Paper Music. Só espero conseguir manter o nível de qualidade que pretendo, pois exige mais tempo que a BdJ...

Luísa Alvim disse...

na sequência da minha intervenção no ctdi, quando digo que a minha postura na vida, tanto pessoal como profissional, é de transformação da realidade e de criação de uma rede social com verdadeiras acções de partilha, colaboração e de intervenção, vem de encontro a esta postura que propões com este post. Não podias ser mais radical com a ligação das redes sociais virtuais às da realidade que nos cerca. Conheci o ano passado a Manuela Silva, presidente da Comissão Justiça e Paz, durante o encontro da Metanoia, e foi um encontro revolucionário, porque me fez comprometer definitivamente, de uma outra forma, com causas sociais na realidade diária da minha vida. É por essa razão que faço parte do Movimento Católico de Profissionais - Metanoia http://www.metanoia-mcp.org/. Transformar o mundo num melhor não é uma utopia. Este manifesto compromete-nos também na nossa profissão.
Valeu.

Pedro Príncipe disse...

Falamos a mesma linguagem então!
É pela utopia que vamos... "eu posso, tu podes, nós podemos transformar".
Obrigado Luísa